• Rua Dr. Vieira Bueno, 156 – Cambuí, Campinas – SP
  • Fone: 19 3762 1122
  • Whatsapp: 19 97409 7641

BLOG

Dica da Santa: The True Cost

24.Apr.2018

Produção nos faz avaliar o mercado fast fashion e suas consequências para a sociedade.

O que está por trás das últimas tendências da moda? Qual é o significado da ânsia avassaladora pelo consumo? O documentário The True Cost, exibido pela Netflix, escancara o funcionamento da indústria fast fashion, sempre à procura do melhor preço de produção para uma moda cada vez mais descartável - mesmo que isso custe caro à sociedade e ao ambiente. No mês de abril, marcado pela Fashion Revolution, a Santa Costura de Todos os Panos​ faz uma recomendação essencial para todos aqueles que consideram incluir a moda em um panorama mais humano e valioso: repensar essa atitude.

Por trás de cada peça de vestuário, todos nós estamos conectados a uma cadeia produtiva que envolve, inevitavelmente, pessoas. No panorama geral, esgotamento de recursos naturais, exploração de trabalhadores de países de baixa renda e dados que surpreendem. Durante a última década, o número de peças consumidas ao ano cresceu 400% — ao todo, 80 milhões de unidades/ano. Com depoimentos de pessoas envolvidas no Mercado da moda e hoje perplexas com resultados como esse, The True Cost tem como objetivo ampliar a visão dos consumidores — e faz isso muito bem.


Em uma narrativa marcante e profunda, a produção nos conduz a uma realidade que não pode ser ignorada. Os números não deixam margem para a incerteza: até os anos 60, por exemplo, 95% das roupas produzidas nos Estados Unidos eram oriundas de produção local. Hoje, isso foi reduzido a 3% e os outros 97% são terceirizados de países em desenvolvimento, como a China ou Índia.

De um lado, a produção globalizada que terceiriza o trabalho de países que têm — e mantêm — salários mais baixos. De outro, populações carentes que precisam de uma renda, custe o que custar. Em depoimento, um empresário entrevistado revelou: “estamos sobrevivendo o tempo todo”. A luta entre os que estão no topo da cadeia e os que constituem a base é real e a pergunta que fica é: até quando o planeta vai sobreviver?

Em um breve paralelo, o relatório "A new textiles economy: Redesigning fashion's future", lançado em novembro de 2016, surpreende. Segundo o estudo, o equivalente a um caminhão de lixo com sobras de tecido é queimado ou descartado em aterros sanitários a cada segundo. Por ano, roupas que foram pouquíssimo usadas e que quase nunca são recicladas representam 500 bilhões de dólares.

O documentário, que aborda com maestria as consequências da ascensão da “moda rápida”, passeia por diversos pontos de vista, que convergem para um ideal comum. Outro pensamento que merece destaque é a sazonalidade da produção. As quatro estações do ano que antes eram a base das coleções deram lugar, hoje, a uma produção exagerada, com novas opções disponíveis nas prateleiras a cada semana. Para os envolvidos, o processo é vantajoso. Para o mundo, a somatória é insustentável.

A história da moda revela que tendências de diferentes décadas representam momentos de relevância na sociedade. Nos anos 20, a independência das mulheres frente à guerra. Nos anos 70, a liberdade de expressão e ação da juventude. De forma simples, as roupas sempre serviram para demonstrar a atitude de um grupo, ou de vários grupos, em um determinado período de tempo. Com base nessa prerrogativa, se comunicamos quem somos através da forma que nos vestimos, o que a atitude de consumo exagerado representa? Parafraseando Zygmunt Bauman, “ vivemos tempos líquidos. Nada é para durar”. Sem mais spoilers, deixamos aqui uma pitada do universo que envolve a trama de The True Cost e, sem sombra de dúvidas, a nossa atitude em relação ao consumo.

 

 

 

#fashionrevolution #fashionrevolutionbrasil #slowfashion #sustentabilidade #thetruecost

Comentários

Gostou da matéria? Deixe aqui seu comentário ou dicas sobre o assunto.

X

Bem-vindo!

CADASTRE-SE E GANHE 10% DE DESCONTO NA PRIMEIRA COMPRA

*ao clicar no botão enviar, envie o codigo acima para o nosso WhatsApp.