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Equipe SCTP: Ana K

18.Jan.2019

Pessoas antes das coisas: vem conhecer a Ana K, que abraça a moda centrada no ser humano como propósito de vida

Ela chega na loja do Cambuí com planners embaixo do braço e já começa a soltar dicas pra quem está perto. Diz que vai pendurar um calendário na geladeira de casa, para que os sonhos se tornem missões dela consigo mesma. Com toda essa expansão ela parece ter nascido pra ter asas - que, além de voar, acolhem. Também, pudera. A Ana Karolina, que se juntou à equipe da Santa há poucos meses que já parecem muitos, abraça a moda centrada no ser humano como parte de quem ela é. "Me identifiquei muito com a SCTP porque a marca tem valores reais muito presentes. Por aqui, as pessoas valem mais do que as coisas. E ainda assim há um negócio acontecendo e tudo funciona. No fim, a roupa é fruto de uma árvore cuja raiz é quem eu sou: alguém que gosta de gente e admira o ser humano", explica.

 

É com essa frase, dita enquanto a conversa acontecia embaixo da árvore no quintal da loja, que teve início um papo que fluía fácil e poderia ser com uma velha amiga. A liberdade em uma fala cheia de experiências fazia dupla com a coragem de se lançar ao novo nos sonhos compartilhados durante o bate papo. Entre eles, fortalecer movimentos de sustentabilidade, justiça social e valorização da cultura por meio da moda.

 

Mais do que ser o rosto e a voz que surgem na tela todas as tardes nas lives da Santa durante a semana, a Ana K é alma e propósito: "a moda não é simplesmente comprar e vestir roupas. É contar histórias, é promover justiça social, identidade e consciência. E tudo é feito por pessoas, um dos processos mais manuais que ainda existem. É essa a moda que eu amo", define.

 

Vem conhecer melhor a história da Ana em um bate papo que envolve arte, cultura e uma real paixão pelo ser humano.

 


Você sempre teve uma relação próxima com o universo da moda? Como isso foi se construindo na sua vida?

De certa forma, sim. Eu nasci em São Paulo mas com 1 ano de idade vim morar em Vinhedo com minha família. E fui criada praticamente no mundo do teatro e das artes. Minha mãe é artista plástica e sempre convivi nesse meio e era muito estimulada artisticamente. Me lembro que quando tinha 12 anos escrevi uma peça de teatro, que depois foi até adaptada e apresentada em empresas, e eu gostava muito disso. Aí o tempo foi passando e na hora de escolher uma faculdade pensei que deveria fazer cinema. Mas meus pais não tinham como pagar por isso. Então eu fui buscar outros cursos que tivessem relação com artes e que fossem possíveis no nosso contexto. Foi nesse momento que comecei a prestar atenção na moda. Vi que as revistas que eu mais lia (meu pai tinha uma banca de jornal) eram as de moda, e que eu tinha uma maneira muito própria de me expressar por meio de como eu me vestia. Aí achei alguns cursos de moda no Senac e comecei a fazer vários deles. Quando li o livro "A sociologia da moda" me apaixonei de vez e vi que era aquilo que eu queria.

 

Você já trabalhava com moda antes de fazer parte da SCTP?

Já trabalhei com visual merchandising e tive experiências muito legais, mas em 2013 abandonei tudo o que eu fazia para me engajar em trabalhos voluntários pelo mundo, pela Jocum (Jovens com uma Missão). Trabalhei com refugiados e conheci coisas que nunca imaginaria conhecer. Uma coisa que aprendi é a servir as pessoas, e eu amo isso. Isso me realiza.

 


E como foi a experiência de passar tempo tanto longe de casa, conhecendo tantas realidades e pessoas diferentes?

Foi incrível. Isso permitiu que eu me conhecesse melhor e admirasse ainda mais o ser humano, o que é diferente de pessoa para pessoa e o quanto somos perfeitos. Pude perceber que por trás de tudo o que eu queria fazer estava o valor que eu colocava no ser humano. Eu nasci para isso. Ao mesmo tempo foi um período que me encheu de dúvidas inclusive com relação à moda. Isso porque a injustiça grita no mundo, e eu ficava pensando onde a moda se encaixava nessa realidade e, quanto mais pensava, só enxergava futilidade. Quando voltei para casa, depois de 5 anos, isso começou a mudar.

 

O que te fez mudar sua percepção com relação à moda?

Foram duas coisas, na verdade. Uma delas é que logo que voltei, fui a um evento em Curitiba e uma pessoa que admiro muito veio falar comigo e disse sobre o quanto a arte e o artista eram importantes para o mundo e isso me fez pensar. E uma segunda coisa, que talvez tenha sido a mais marcante, é que eu converso muito com meu marido. E um dia, nessa mesma época, ele me disse para fazermos um exercício, no qual eu escreveria cinco pontos que fossem características minhas muito fortes, 5 coisas que eu sentisse que tinha nascido pra fazer e que me definissem. E a moda surgiu muito forte. Comecei a enxergar que a moda não é sinônimo de tendência e consumismo, mas que ela pode ser uma ferramenta de transformação, que reflete pessoas e culturas. Eu percebi que era essa a moda que eu queria e que sim, nessa moda tinha espaço para mim. Conheci algumas meninas do movimento Fashion Revolution também e aí só me fez ficar mais forte e convencida da minha decisão de voltar para a moda.

 

E como você chegou até a Santa?

Foi no final do ano passado. Eu decidi que começaria a procurar oportunidades para me recolocar nesse mercado e um dia, enquanto estava no Shopping Galleria em Campinas, me deparei com a loja. Na hora já percebi que tinha muito a ver comigo, mas não fazia ideia do quanto. Conversei com a Cris e com a Gabi e fiquei muito impactada com a questão da sustentabilidade e de como a marca é pessoal, como tudo acontece com transparência. Eu vi que era possível vender e ao mesmo tempo entregar valor, entregar algo bom para as pessoas e que seja muito mais que uma peça.


O que mais te marca na experiência diária com a SCTP e em todo o processo de aprendizado?
Hoje eu trabalho como consultora online, então levo a Santa para nossas clientes que não conseguem estar fisicamente presentes na loja. E essa experiência é muito especial porque permite a construção de um relacionamento com mulheres de todo o Brasil e de fora do país, então imagina o aprendizado. Uma coisa também que me deixa muito realizada é que ao mesmo tempo em que faço essa frente, estou aqui no coração da produção, vendo tudo acontecer, acompanhando o processo criativo, os moldes, a logística. E tudo isso em um ambiente de muita cumplicidade.

Que influências, valores, sentimentos e propósitos te unem à Santa?
Com certeza a crença de que pessoas são mais importantes do que coisas e a lógica do slow fashion, que preza por relações justas de trabalho e pelo respeito ao ser humano que se dedica a qualquer um dos processos de produção envolvidos. Isso faz toda a diferença e é uma inspiração enorme para mim.

Você sente que estar na Santa faz parte da sua missão pessoal? De que forma?
Sim, com certeza faz parte. Tenho aprendido tanto aqui. Me sinto muito feliz, exatamente onde eu deveria estar. Eu ainda tenho um sonho de abrir a minha própria marca, para quem sabe espalhar, por meio da moda, um pouco do tanto de aprendizado que eu tenho aqui e ser mais uma força para promover justiça social e valorizar o que existe de melhor no mundo: o ser humano.

#equipesctp #consultoriaonline #sustentabilidade

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