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BLOG

Equipe SCTP: Natália Araújo

03.Aug.2018

 

Conheça a Natália Araújo, uma mulher brotada de várias mulheres em uma conversa sobre moda e autodescoberta.

 

Aí você se pergunta ao passar o olho por esse título: o que é, afinal, uma mulher brotada de várias mulheres? O "brotada" é uma palavra utilizada por um escritor uruguaio chamado Eduardo Galeano em uma de suas crônicas. Aqui, pegamos a expressão emprestada porque era, a nosso ver, a mais completa para espelhar de maneira clara e também afetiva o que a Natália transmite assim que a conversa começa: ela parece um mosaico de histórias de diversas mulheres, onde brotam aprendizados que carregam experiências e exercícios de empatia muito valiosos, que se misturam com seu próprio conhecimento sobre si mesma. Esse processo de autodescoberta ou redescoberta, que é contínuo, tem se tornado ainda mais frequente para a Nati, segundo ela, desde o ano passado – quando se juntou à equipe da Santa como vendedora.

Formada em Publicidade e com vivência em empresa multinacional, a Natália é daquelas pessoas curiosas e sempre em busca de fazer melhor o que gosta. E, quando coloca uma ideia na cabeça - especialmente quando se trata de um projeto - não sossega até que realize o que se propôs a fazer. Nascida em uma cidadezinha do interior de São Paulo, carrega na bagagem uma lista de mudanças e adaptações – físicas, emocionais, planejadas (a maioria delas) e não planejadas também. É daquelas mulheres que não têm medo de se abrir ao começar uma conversa e que usa as próprias experiências para compartilhar coisas boas com outras mulheres, assim mesmo, de um jeito simples e sincero.

Hoje, ela atua como consultora de moda aqui na Santa focada no atendimento via whatsapp, um baita desafio que vem rendendo resultados gratificantes. Para ela, a roupa é uma ferramenta de comunicação, um acessório para que cada pessoa se expresse. É, antes de tudo, um instrumento de autodescoberta. Vem conhecer melhor sobre essa mulher cheia de boas histórias, aprendizados e vontade de aprender cada vez mais - sobre a moda, sobre as outras mulheres e sobre si mesma.

 

Você disse que é de uma cidadezinha pequena, Nati. Como foi sua vinda para Campinas e o começo dessa trajetória de experiências até chegar à Santa?

Eu nasci em Alto Alegre, uma cidadezinha do interior de São Paulo perto de Penápolis. Morei lá minha infância toda e depois meus pais se mudaram para Sumaré. Eu sou muito diferente do que é a base da minha família, então eu sempre batia muito de frente com o meu pai. A gente é muito parecido na personalidade mas ao mesmo tempo pensamos muito diferente. Hoje já estamos bem mais tranquilos, mas nossa relação foi e é um aprendizado. Minha mãe sempre ajudou muito mediando os relacionamentos, ela é incrível. Também tenho um irmão 3 anos mais novo que eu, coração enorme. Nos mudamos todos para Campinas em 2004, quando comecei a fazer faculdade de Publicidade na Puc. Meu pai abriu uma empresa aqui na mesma época. Eu sempre quis fazer moda, mas era 2004 e as únicas faculdades de moda que tinham eram em São Paulo, não tinha como eu me bancar, sabe? Aí a publicidade era o que mais chegava próximo de alguma coisa que me interessasse aqui, achava que tinha mais a ver com criatividade, etc. E para os meus pais, principalmente meu pai, era muito importante eu estudar. Ele não tinha formação, e queria muito que a gente tivesse. Então entrei com 17 anos na faculdade, e trabalhava com meu pai para ajudar nos custos. Ele tinha uma imobiliária.


 

E em que momento você sentiu que precisava mudar os rumos do que estava fazendo e buscar algo que trouxesse mais identificação?

Quando eu estava terminando a faculdade, eu falei que sairia da imobiliária para procurar algo na minha área, e aí meu pai ficou bastante chateado, não entendia, enfim. Mas poxa, eu preferia ter um pai do que um patrão. Eu entendo que ele queria o melhor para mim, mas eu queria mostrar para ele que as coisas pelas quais eu lutava também poderiam dar certo, sabe? Aí fui trabalhar com mídia em um jornal aqui de Campinas, na área de anúncios. Era 2008 se não me engano. Trabalhei por 6 meses lá, aí fui chamada pra trabalhar em uma agência onde fiquei por pouco mais de um ano. Aí eu já tinha criado uma percepção do mercado de agências de Campinas e eu queria mais. Decidi que queria fazer carreira em multinacional, mas já tinha 24 anos e zero experiência nesse tipo de empresa. Aí fui fazer um MBA, para concorrer a vagas de trainee. Me formei em junho, saí da agência em junho e fiquei 6 meses fazendo processo de trainee. Super intenso e cansativo. Chegava várias vezes nas últimas etapas e não dava certo, era aquele chororô. Aí comecei a fazer um de uma empresa em dezembro e passei. Era uma vaga só, então super improvável de passar. Mas foi! Nossa, era um sonho, tudo que eu precisava.

 

E a rotina na multinacional te fazia feliz? Como foi esse período?

Por um tempo sim. Trabalhava com marketing e vendas.Trabalhei nessa empresa por 5 anos. Fui crescendo e fui transferida para Ribeirão Preto, onde fiquei por 2 anos e meio. Estava levando uma vida ok, ganhando bem, mas comecei a entrar em um processo de autocrítica mesmo, tipo: e aí? é isso mesmo? A sensação que eu tinha é que tudo que eu havia feito até ali tinha sido para os outros, e que as coisas que eu realmente gostava, que eram mais ligadas à arte e criatividade, eu havia deixado pra trás. Aí comecei a entrar em uma crise existencial mesmo, pré trinta anos. Decidi sair da empresa e foi um caos. Meu pai achava que eu estava maluca. Fiquei mais um tempo pra me planejar financeiramente e, no final, meu gerente me ajudou nesse processo e conseguiu me mandar embora. Nessas, fechei uma viagem para a África só de ida, um mochilão mesmo. E justamente no último dia do meu trabalho conheci meu marido, meu companheiro. Ele estava trabalhando em um café onde eu tinha ido treinar meu substituto. Ficamos juntos super rápido mas logo eu tinha a viagem que já estava comprada...então foi uma loucura. Voltei dali 6 meses e fomos morar juntos – estamos aí até hoje! rs

 

 

E a Santa surgiu em que momento desse processo?

Quando eu voltei comecei a fazer vários cursos de moda, visual merchandising, etc, mais voltados para a parte criativa. Fui aprender a costurar, fui conhecer a cena da moda em Campinas. Aí um dia tomando uma cerveja aqui na frente eu vi a Santa. Aí anotei o nome, procurei na internet e super gostei. E falei: nossa, uma loja em que eu trabalharia! Tinha a questão do slow fashion, um propósito muito alinhado ao meu e tudo aquilo me chamava muito. Mas ainda fiquei um tempo meio no "será?". Um dia abriu vaga para vendedora e depois de muito pensar, eu vim! Fiz entrevista com a Cris e deu super certo. Foi em julho do ano passado. Fiquei muito feliz!!

 

Quando você pensa nos aprendizados que vêm adquirindo e compartilhando por aqui, o que mais te chama atenção?

Aqui comecei a ter percepção do atendimento de mulheres, especificamente. Você precisa ter muita empatia e compaixão. E a Santa é uma marca que não quer impor nada, ela quer que você se descubra. E isso é muito valioso para mim porque também fez e faz parte do meu processo de autoconhecimento. E aqui na frente como vendedora aprendi demais sobre isso. Mas chegou um momento em que eu queria desenvolver outras coisas também. Aí conversei com as meninas e passei a fazer o "ao vivo" aqui da loja (as transmissões ao vivo) e também fui cuidar do WhatsApp da marca. Foi mágico. É uma ferramenta nova que tem um potencial incrível. Poxa, você consegue dar consultoria para mulheres do mundo todo por esse canal. Super desafio e grande aprendizado! Eu realmente tinha que estar aqui. Foi um presentão.

 

Você falou sobre a consultoria por WhatsApp. Como foi conhecer essas mulheres e estabelecer essa confiança e empatia sem ter o contato presencial?
Eu sou uma pessoa muito ligada a processos. Então montei um processo para colocar os diferentes escopos e perfis dentro de um modelo bacana. Então a primeira coisa seria definir proporção de corpos. Dependendo dos casos peço medidas de cintura, busto e quadril, altura, etc. E tem outra coisa muito importante, que é entender a expectativa da cliente. Tem gente que quer peça para uma ocasião especial, tem gente que quer uma primeira experiência, então tento entender a expectativa da cliente também. E aí depois que entender o que ela busca, vou sugerindo e criando uma relação. Acredito que para trabalhar no whatsapp eu tive que desenvolver um conhecimento muito profundo de produto mesmo, mais ainda do que na loja física. Porque eu tenho que passar confiança para a mulher, passar a informação de que o que estou falando faz sentido. É preciso ser sincera, claro, para que tudo isso possa fluir.

Quando você pensa na cultura da marca - seja com as clientes ou no dia a dia na loja mesmo, na maneira de pensar a moda, o que você sente?
Eu percebo que eu tinha essa necessidade de dividir o espaço com pessoas que pensam com propósitos parecidos com os meus e que isso é possível aqui. Claro que não é todo dia que a gente tá sempre realizado e trabalho é trabalho, mas eu me conheço aqui todos os dias. E cara, aprendi muito com as mulheres aqui. De moda, de estrutura de uma empresa de moda. E você trabalhar com mulheres também é muito gratificante. Quando eu trabalhava lá na multinacional uma coisa que eu sentia é que você ser sensível, você ser feminina, você ser mulher para aquele mercado não era legal, cara. Então eu tinha que reprimir a minha parte feminina e criativa porque aquilo não era interessante para aquele ambiente. E aqui eu sou eu, eu sou a Natália. A Natália que resolveu cortar o cabelo, que chorou porque os rinocerontes foram extintos e tá ok, eu posso ser assim. Tem essa questão de se aceitar, sabe. E a nossa função também é essa. As mulheres se espelham muito na gente, nossas clientes. Então também é muito importante e é nossa cultura passarmos uma mensagem contra essa ditadura de ser perfeita, sabe. O tempo todo tem uma mulher se desculpando porque "tá gordinha", etc. E cara, não. Você tem que se achar bonita da maneira como você for. Até quando a pessoa vai ficar se privando de se sentir bonita?

Essa relação que você passou a ter com as outras mulheres impactou a maneira como você mesma se enxerga?

Sim, como eu me enxergo e como enxergo todas as mulheres. A Santa me permitiu ser quem eu sou dentro do ambiente profissional, e isso não é pouca coisa porque já passei pela situação oposta. Então acho que de tudo, na essência ela me proporcionou olhar pra dentro de mim e ser quem eu sou de verdade. É estar sendo quem eu sou, porque é contínuo. Aqui eu vi também que a gente tem que se ajudar, e isso é um processo muito bonito, no qual eu me reconheço. E é difícil a gente se aceitar, né. É um exercício diário. E a roupa faz parte disso tudo. É um acessório para que você consiga mostrar quem você é. E até você trabalhar com moda é muito louco porque tem gente que acha que é futilidade, mas não! Consumo é diferente de consumismo, e a gente não quer consumismo. A gente quer colocar um valor na mulher, não numa coisa, numa peça. A peça, no final, é uma ferramenta de comunicação do seu eu.

 

 

 

#sctp #equipe #bastidores #feitonobrasil #mulheresreais

Comentários

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Cacau

03 agosto, 2018

A Nat e INCRÍVEL no Whatsapp,depois de ler a matéria só admirei mais! Parabéns a ela e a toda equipe! Moro em.Sp mas já morei em Campinas e passei u.a boa parte da infância por aí pois meu pai era campineiro. Tô aqui na torcida pra abrir uma loja em SP pra eu poder trabalhar nela rsrsrsrsr bjkas!!

Natalia Sambrini

03 agosto, 2018

Ahhhhh! Eu amei saber mais sobre a Nat! Sempre tão querida e atenta! Adoro essa moça! <3

Claudia Marotti

04 agosto, 2018

Adorei a entrevista porque conheci mais um pouco a Nati que me atende suoer bem pelo Whats app. Aliás , eu que trabalhei 15 anos com moda amei conhecer a marca, super me identifico. Parabéns.

Juliana Mainart

05 agosto, 2018

Parabéns a vcs da Santa por essa ideia tão bacana, apresentar as meninas pra quem compra de longe. Natália foi uma das maiores empatias que ja tive pelo wpp! Kkk Sinto falta do "morninggg" dela qdo não tenho previsão de compra. Consegui encontrar nas roupas da Santa a identidade que sempre procurei, algo diferente, confortável e bacana. Super adoro. E recebo muitos elogios para as minhas aquisições. Agora só falta ir a Campinas. Beijo Grande à toda equipe, vcs são 1000.

Juliana Mainart

05 agosto, 2018

Parabéns a vcs da Santa por essa ideia tão bacana, apresentar as meninas pra quem compra de longe. Natália foi uma das maiores empatias que ja tive pelo wpp! Kkk Sinto falta do "morninggg" dela qdo não tenho previsão de compra. Consegui encontrar nas roupas da Santa a identidade que sempre procurei, algo diferente, confortável e bacana. Super adoro. E recebo muitos elogios para as minhas aquisições. Agora só falta ir a Campinas. Beijo Grande à toda equipe, vcs são 1000.

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