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Mães SCTP: Flávia Rubim

16.May.2018

Maternidade e liberdade: uma entrevista sobre amor e aceitação.

 

As estações do ano, o tique taque do relógio, o período menstrual, o nascer e murchar das flores, as fases da lua… A nossa vida, sob diversas perspectivas, é composta por ciclos — tão bonitos e carregados da força natural que existe no mundo e em cada um de nós. Dando continuidade ao nosso especial Mães SCTP, a história de hoje é, se não mágica, especial pela compreensão do poder universal que existe concentrado na maternidade.

No sentir da Flavia Rubim, mãe da Cora e grávida pela segunda vez — agora de gêmeos — ser mãe pode ser resumido em uma palavra: liberdade. O que para muitos é o início de uma fase de restrições, para ela representou o desabrochar de uma nova perspectiva de vida: “com a maternidade, entendi que a minha filha era um ser independente, presente no mundo e dotado de liberdade. Assim, percebi que eu também poderia ter essa liberdade e usá-la, principalmente, para cuidar de nós duas.”

Cuidar: termo que no latim representa diretamente o cuidado com o corpo e com o espírito e que ganhou grande força no ditado "mens sana in corpore sano". Se uma mente sã dá origem a um corpo são, o que dizer sobre esse ditado quando dentro de um corpo se forma uma nova vida? Ser mãe é abrigar a possibilidade de passar adiante um pouco de si para quem está por vir e é justamente aqui, sob o aroma de um café gelado com um toque de gengibre —  cenário da nossa entrevista —  que essa história e a nossa conversa começa.

 

 

Como foi o período de gravidez e os primeiros anos de vida da Cora?

Foi uma fase complicada porque embarquei em um fluxo de extremo cuidado e preocupações, por achar que a minha filha era uma demanda. No início foi árduo, uma sensação de dor e sufocamento… Tive um cuidado extremo e voltar às atividades do mundo foi resultado de uma explosão de necessidade. Hoje vejo que não precisa ser assim, a minha segunda gestação já está sendo diferente.

E como isso começou a mudar?

Hoje a minha filha está com três anos, já tem a sua personalidade, já “chegou” realmente aqui na Terra, ou seja, o “eu” dela realmente desabrochou e já tem consciência que é um ser separado de mim. Agora vejo que a liberdade que ela tem e que eu também tenho foi resultado da intensidade de presença que tive, mas, mesmo assim, vejo que agora posso fazer diferente. Posso ter intensidade de presença, mas com um ritmo que permita que eu me cuide mais também.

Certamente. E, principalmente hoje em dia, quando as mães trabalham, se cuidam e cuidam também dos seus filhos, ter esse ponto de vista é muito importante. Como você vê a maternidade contemporânea?

A minha visão contemporânea da maternidade é respeitar o ritmo da natureza que também existe em cada um de nós. Onde estão essas "estações do ano" dentro do nosso cotidiano da maternidade? Como são divididos os momentos de atenção e de liberdade para deixar a minha filha se expressar para mundo? Essas são perguntas importantes que toda mãe deve se fazer… Para entender como funciona o movimento de se privar de algumas coisas do mundo e fazer essa “preparação da terra”, do "terreno forte" para que daqui a pouco possamos florescer juntas. Hoje tenho a consciência que o cuidado precisa ser dos dois lados: eu preciso cuidar de mim para que eu possa cuidar dela... Eu preciso estar bem cuidada para que eu possa cuidar também. Isso precisa ser feito dentro de um ritmo consciente e saudável.

Nós somos parte da natureza e entender que o ciclo dela se repete em cada um de nós é muito sábio.  Como, hoje, você vê esse processo refletido na maternidade?

Assim como a nossa respiração — quando inspiramos e expiramos —, a maternidade também segue um ciclo de atenção e recolhimento. Vão existir momentos em que a gente precisa estar voltada para dentro, mais introspectivo, mais dentro de casa, mais olhando atentamente para esse ser para que nos momentos de “expiração e expansão” a gente consiga ir para o mundo com segurança. A criança tem confiança de ir para o mundo porque ela recebeu esse cuidado de verdade e a mãe tem maior segurança de ir para o mundo porque sabe que abasteceu aquele ser do que ele precisa, que é o olhar atento: o amor.

Muitas mães entendem o processo da maternidade como uma privação da liberdade e isso é natural. Por ter superado esse processo, o que você recomenda para futuras mamães?

É bom perceber que esse entendimento pode ajudar às pessoas de muitas formas, não só na maternidade. O movimento da maternidade — assim como o da vida, da natureza —, é real, ele acontece. Precisamos entender esse ritmo, essa “dança” de entrega e, depois, de expansão… É preciso mergulhar profundamente e depois voltar à superfície para buscar o ar novamente. Isso significa que em vários âmbitos da vida é necessário entrar de cabeça e depois ter um período para se recompor… Para voltar à vida e as tarefas diárias. Buscar encontrar esse ritmo favorece a mobilidade e a liberdade de todo mundo.

 

 

 

 

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