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Mães SCTP: Naná

01.Jun.2018

Desabrochou uma mãe: conheça a história da Naná.

Se esta entrevista tivesse um cenário, ele seria decorado pelas flores mais bonitas, e não é para menos. A nossa mãe entrevistada de hoje exala toda essa delicadeza e, em paralelo, uma força particular, que fez dela a personagem escolhida para fechar o nosso ciclo de conversas do mês. Florista, mãe e cheia de garra: essa é a Naná, mãe da Lina e protagonista de uma história que começa com uma verdadeira revolução.

A Naná foi, por anos, funcionária de uma multinacional italiana. Nessa época, o ideal de casar e ter filhos era muito distante e o foco da rotina, voltado de maneira integral para a carreira. Mas quem disse que a vida escreve certo por linhas tortas estava certo! A vida dela, que era tão planejada, ganhou uma sacudida, que a fez perceber que nem sempre levar tudo a risca é a melhor ideia. Um dia, Naná conheceu o Gabriel, hoje o seu marido, e foi aí que a percepção de vida da, então, mulher de negócios, começou a ganhar força para um lado totalmente oposto.

Com o tempo, a função se tornou exaustante e essa pressão, cada vez menos atrativa. Ao sair da empresa de grande porte, Naná começou a traçar a trajetória de florista e, com as flores, mais um sonho desabrochou: ter uma filha e completar essa família. O restante da história você confere abaixo. É inspirador!

Naná, vimos um pouco na abertura da nossa entrevista que a sua vida virou de cabeça para baixo — e por um ótimo motivo. Como foi o começo disso?
A gente tem mania de planejar tudo e a vida nem sempre segue como planejamos. Eu acabei conhecendo uma pessoa, que hoje é o meu marido, e aí tudo mudou. Eu mudei de profissão porque estava cansada do meu trabalho. Era algo que eu gostava muito, que tinha um bom retorno financeiro, mas era muito exaustivo. Eu não tinha tempo de usufruir do meu dinheiro. Sempre gostei de flores e tinha uma ideia de ser florista, mas não sabia se isso poderia ser rentável. Foi então que o Gabriel (meu marido) apostou nessa minha vontade e falou: " 'vambora', isso tem tudo para dar certo" e aí eu fui me especializando para chegar no meu trabalho de hoje. Durante esse processo, também começaram os planos de casar e ter filhos, de uma forma latente, e a gente resolveu concretizá-los. Nos casamos, mudamos para o interior e a minha vida mudou completamente, ainda mais depois da chegada da Lina.

Hoje, em uma conversa, você comentou sobre a cobrança da sociedade em relação aos papéis que desempenhamos. Você pode comentar um pouco sobre a lição que isso trouxe?
Hoje em dia a sociedade cobra muito da mulher, de uma maneira geral... Cobra diversas coisas: se você tem filho muito cedo, se tem muito tarde, se dedica a sua carreira ou não... Quando você namora, existe a cobrança do casamento... Quando casa, existe a cobrança por ter filho... Quando tem um filho, existe a cobrança por ter outro... Então quando começaram a passar 1, 2, 3 anos de casada, as pessoas me perguntavam sobre ter um filho... A sociedade tem uma mania de julgar e cobrar coisas, sem a necessidade nenhuma de isso acontecer. Hoje, o grande desafio é a gente lidar com essas expectativas criadas por nós e pelos outros. É uma parte que envolve muito a maternidade.

Existiu uma cobrança forte também pela sua parte?
Sim, com certeza, ainda mais porque eu tive algumas perdas nesse caminho. No início, eu engravidei e perdi a gestação algumas vezes, então além de lidar com as expectativas externas, tive que lidar com essa situação. O mundo me mostrou que eu não tinha controle sobre o que iria acontecer. Hoje, eu acredito que por algum motivo você precisa passar por certas coisas na vida: porque é necessário se fortalecer, evoluir, crescer ou amadurecer os sentimentos.

E como veio a Lina, sua filha, nesse contexto? Como foi a gestação?
Após algumas frustrações, a Lina chegou: muito desejada! Ela já era uma criança muito desejada e diante desse histórico, se tornou ainda mais. A gestação não foi tranquila... Como já comentamos um pouquinho, eu trabalhava em uma grande multinacional e decidi, após conhecer o Gabriel, me dedicar ao que realmente gosto. Hoje sou florista, nos mudamos para o interior com o objetivo de concretizar esse sonho, mas durante a gestação precisei moderar esse esforço de trabalho por medo que alguma coisa pudesse acontecer, porque é um trabalho que exige muito do físico. Foram os 9 meses mais longos da minha vida: pelo medo, pela dificuldade....

E o parto?
Depois de alguns longos meses, a Lina chegou um pouco antes da hora. Nasceu pequena, mas muito saudável. Foi um parto muito emocionante porque toda a 
equipe sabia da história. Foi uma choradeira de felicidade, de "todo mundo venceu aqui". A minha médica até escreveu um relato do que aconteceu nesse dia. Foi uma sensação incrível. Todos os dias antes de dormir eu penso exatamente em tudo o que aconteceu, porque é uma coisa que eu não quero esquecer. Foi uma bolha de amor sem fim... Imensa, linda!

Após tudo isso, a questão do julgamento foi realmente um grande aprendizado, né?
Todo mundo tem uma história, então eu aprendi a não julgar. Ninguém sabe o que aquele casal ou aquela pessoa está passando. Temos a mania de querer saber o por que das decisões das pessoas, mas cada um sabe das suas coisas. Está tudo bem se uma mulher não quiser ter filho... Enfim, eu acho que cada um sabe a sua história e tem que ir atrás daquilo que te faz bem e da sua verdade absoluta para ser feliz.

Que bonito isso, Naná. Com certeza a sua filha vai aprender muito com essa percepção. Como é hoje a rotina de vocês? O que você pensa para o futuro dela?
Sabe... Se uma pessoa está determinada, se ela quer... Ela vai conseguir. Não importa o que: isso é para tudo na vida. Quando queremos muito uma coisa, temos que fazer de tudo para conseguir. A gente sabia que ia ser pai, não sei como, mas uma hora isso ia dar certo. Apesar do medo, isso sempre veio atrelado à esperança de que tudo isso ia acabar bem. Aqui, a gente está seguindo o nosso caminho, cheio de novos desafios e sempre aprendendo. Eu espero que ela seja uma mulher muito forte e que ela possa ser aquilo que quiser! Acho que isso é uma característica de nós, mulheres: ser aquilo que a gente quiser. Temos que acreditar e confiar.

 

Para conhecer o trabalho da Naná, siga o Instagram @la_da_nana ;)

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