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Mulheres da Santa: Sylvia Ferro

10.Nov.2017

Mil mulheres em uma só e a leveza que vai da moda à arte.

 

Por Thaís Jorge

 

Desprendimento. Sabe quando você veste aquela roupa que tem um tecido que parece não pesar quase nada no corpo e, conforme você se movimenta, ele segue seus passos e ganha vida assim que o vento chega perto? É com essa leveza que percebi a Sylvia Ferro, uma das pessoas mais expansivas com quem já conversei e uma das clientes e amigas da Santa há um tanto de anos.

 

Formada em Jornalismo e em Educação Física, a Sylvia cresceu em meio a um ambiente cheio de criatividade e estímulo, já que sua mãe é artista plástica. Padrão e medo de mudança são duas coisas que nunca couberam em sua rotina. Ao longo dos anos, ela foi se conhecendo cada vez mais e descobrindo novas paixões - entre elas, a moda. Tanto que já teve sua própria marca, que trazia uma proposta bastante artística com peças pintadas à mão. Foi nessa época, inclusive, que ela conheceu a Santa.

 

A junção entre moda e arte é um dos pontos de encontro mais fortes na história dela com a SCTP.  “Sempre achei que arte tem que encher os olhos. E a moda também. E a modelagem da Santa é artística, é realmente única e especial”, diz ela enquanto conversamos.

 

A Sylvia é tudo em uma mulher só, e traz na própria personalidade a versatilidade da Santa. Ela é riso descontraído, é conversa fácil, mãe, organiza eventos e cursos, já ilustrou livro infantil e cria trabalhos incríveis - inclusive alguns deles estão expostos no Ateliê Vera Ferro até o próximo dia 26 de novembro. Ah! Ela também participou do ensaio da nossa coleção sobre Diversidade, que você pode conferir aqui.

 

Vem conhecer um pouco mais dessa história da nossa série Mulheres da Santa!

 

 

Em que momento da sua vida você conheceu a Santa Costura?

Eu tinha uma loja de roupas aqui no Cambuí e trabalhava com uma artista de Belo Horizonte, a Elvira Matilde, que pintava todas as peças à mão. Sempre gostei dessa conexão entre moda e arte, e então montei a loja com as peças dela. Uma vez, logo que a Gabi começou com a Santa, ela levou algumas roupas lá na loja. E foi quando eu a conheci. Aí fiquei um tempo depois sem ver as meninas e retomei o contato em um evento. Daí pra frente a gente não se largou mais.

 

E de onde você acredita que surgiu esse estímulo para trabalhar com moda?

Eu acho que moda sempre foi minha paixão. Na minha época era diferente, não tinha faculdade de moda. Então eu acabei indo fazer jornalismo, que eu queria fazer algo mais em humanas, mas sempre gostei de moda. E aí quando vi a oportunidade e achei que era a hora, larguei tudo e fui trabalhar com isso.

 

Mas antes você atuava em educação física, né? Como foram essas mudanças?

Sim, atuei mais de 10 anos na área da educação física. Eu fazia corrida de aventura, provas de seis, oito horas e corria risco de certa forma. Depois que fui mãe é que acho que a arte começou a aflorar. Nessa época, eu lia muitas historinhas para o meu filho, e comecei a me apaixonar pelas imagens nas páginas. E um amigo me pediu para ilustrar um livro infantil que ele estava escrevendo. Aceitei na hora. De lá pra cá, meu envolvimento com a arte só ficou mais forte. Estou na sala às vezes com o meu filho e desenhando, criando. É um processo que me completa muito.  

 

E falando em arte, era algo muito presente na proposta da marca de roupas que você tinha, né?

Com certeza. A proposta era juntar moda e arte, vestir com arte. E foi incrível, era algo muito exclusivo mesmo. Fiquei com a loja mais de 10 anos, e depois fechamos porque senti que já estava em outro momento da vida também e queria outras coisas. Nunca tive medo de mudar. A experiência da loja foi muito bacana mas sinto que hoje a Santa Costura me satisfaz nessa proposta de moda com arte. Elas não trabalham com tantas estampas mas têm uma modelagem diferente, que nas roupas que eu vendia não tinha. A Santa traz o artístico na modelagem. É uma roupa com arte, sem dúvida alguma.

 

E com relação ao consumo consciente, à ideia do slow fashion? É uma ideia que sempre foi presente na sua maneira de encarar a moda?

Eu acho que isso cresceu muito em mim nos últimos tempos e continua crescendo. Eu acredito muito nesse consumo consciente e, principalmente, nessa prática de você comprar das pessoas que estão perto de você, das pessoas que você gosta e conhece, isso é que é bacana. Seja para uma loja de roupas, um restaurante, o que for. É estabelecer uma relação mais pessoal com a questão do consumo, mais afetiva e menos impulsiva talvez. E a Santa traz muito isso. Sempre que preciso comprar um presente, por exemplo, é aqui que eu venho. Sei que vou encontrar algo único, diferente e especial.

 

E como foi participar do ensaio fotográfico para a coleção que trazia o tema Diversidade?

Ah, não é fácil não viu? Eu adorei, mas é difícil a gente se soltar. Mas nossa, foi muito prazeroso. É um reconhecimento muito legal das meninas da Santa com a gente que adora a marca, que veste a camisa. Então foi uma energia muito gostosa. Acho que isso também tem a ver com o fato de que a roupa da Santa é muito mais do que uma roupa, sabe? Tem um cuidado, uma arte tão grande em cada peça. Além de ser plural, o que tem tudo a ver com o tema da diversidade. Consigo vir aqui com a minha irmã, minha mãe e quem mais for, que a marca veste todo mundo. Não tem um padrãozinho.

 

Além de ter sua própria produção artística, você comentou que trabalha no ateliê da sua mãe, coordenando as atividades por lá. De que maneira esse contato constante com a arte molda quem você é hoje?

A arte é o que me move, e fazer parte de um ambiente que proporciona a possibilidade de passar conhecimento e cultura adiante me deixa muito feliz. Eu agradeço sempre as pessoas que fazem os cursos porque é um prazer muito grande ensinar. São cursos de história da arte, aquarela, gravura e mais um monte de coisa. E eu amo fazer isso.

 

 

E se você é de Campinas, aproveite para conhecer a arte de Sylvia na sua exposição ENTRELINHAS - Até 26/11 no Atelier Vera Ferro!


INFO: Exposição Entrelinhas - Sylvia Ferro Naday - Até 26 de novembro

Aberto de segunda a sexta das 14:30 às 18h

LOCAL: Atelier Vera Ferro - Rua Helena Steimberg 1649 - Campinas. 

 

 

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